segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O purgatório existe?



Nenhuma doutrina inventada pela Igreja Católica é tão ferrenhamente contra a validade do sacrifício vicário de Cristo Jesus e o valor de seu sangue derramado na cruz do que a doutrina do purgatório, segundo a qual pessoas salvas, mas não totalmente purificadas, passam por um local de purificação, onde são punidas com fogo, para depois entrarem no Céu felizes da vida. 

Mas será que o sangue de Jesus não é suficiente para purificar totalmente os salvos? João nos responde essa, dizendo:

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado (1ª João 1:7)

Se o sangue de Jesus nos basta para nos purificar de todo pecado, então não há qualquer necessidade de sobrar algum pecado para ser purgado no purgatório. Por que o purgatório conseguiria algo que o sangue de Jesus supostamente não teria sido capaz de operar na vida de alguém? Temos que sempre lembrar que, para o catolicismo, o purgatório é um local reservado a pessoas salvas, mas não totalmente purificadas.

Mas temos uma incoerência aqui. Se a pessoa é salva, já presume-se por si mesmo que ela já está purificada, pois o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado, e o salvo é lavado e coberto com o sangue de Jesus! Portanto, ou a Igreja Católica pensa que o sangue de Jesus é insuficiente para perdoar e purificar todos os pecados (de modo que ainda precisamos passar pelo purgatório antes de entrar no Céu), ou ela pensa que existe alguém salvo que não é lavado e coberto com o sangue de Cristo!

De qualquer forma, a teologia católica se vê em apuros. Eles sugerem o texto de 1ª João 5:16-17 para sustentarem sua tese de que existem pecados a serem purgados no purgatório. Isso tanto não é verdade, que o texto diz claramente sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo, que é um pecado que não se tem perdão (e, portanto, seria inútil passar pelo purgatório para purificar alguém de algo que não se pode purificar!).

Se não fosse por isso, João não teria dito para não orarmos pela pessoa que cometeu este pecado. Ora, a Igreja Católica incentiva que se orem pelas almas do purgatório. Portanto, essa passagem não tem absolutamente nada a ver com o purgatório, ou senão a própria doutrina católica deveria ser reformulada.

Outro texto usado por eles se encontra em 1ª Coríntios 3:15, que diz que “se obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (1Co.3:15). Eles tiram essa passagem do contexto e dizem que este “fogo” é o fogo do purgatório. Porém, em primeiro lugar, esta passagem está se referindo ao grande Dia do Juízo Final, como aponta o seu próprio contexto (v.13), e este dia não aconteceu ainda, mas está para acontecer quando Jesus voltar e os mortos ressuscitarem (2Tm.4:1; At.17:31). Portanto, esta passagem não pode ser referência ao purgatório.

Também vemos, em segundo lugar, que Paulo escreve que seria salvo como pelo fogo”, e não “pelo fogo”. Esta leve distinção faz toda a diferença. Se ele tivesse dito “pelo fogo”, daria a ideia de algo mais literal. Mas, como ele diz comopelo fogo”, este “como”mostra que ele está fazendo uma analogia, uma comparação, dizendo que a dificuldade que tal pessoa teria de salvar-se é “como” (comparada) a alguém que passa pelo fogo.

Em outras palavras, ela se salvará por tão pouco que será como se tivesse passado pelo fogo. É algo semelhante à expressão que usamos nos dias de hoje: “foi salvo por um triz”! Portanto, a passagem não faz absolutamente nenhuma alusão à lenda do purgatório, que jamais foi desenvolvida ou sequer imaginada por Paulo.

Vale ressaltar ainda que Paulo afirmou que quem pratica “as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus(Gl.5:20-21). Ele afirma que as pessoas que cometem estes pecados – a maioria dos quais considerados “veniais” – não herdarão o reino de Deus.

A Igreja Católica, ao contrário, faz de tudo para mandar tais pessoas para o Céu através do purgatório. Ou seja: os pecados menores que Paulo afirma que as pessoas que os praticam não entrarão no reino de Deus, a Igreja Católica manda com facilidade tais pessoas ao Paraíso, se tão somente passarem pelo purgatório!

O fato é que, se a pessoa passar por um sincero arrependimento dos seus pecados e consequente mudança de vida, ela será lavada e coberta com o sangue de Jesus e será perdoada de todo pecado, sem precisar passar pelo purgatório. Mas, se alguém pratica pecados considerados mais “leves” e não se arrepende deles, tal pessoa não entrará no reino de Deus de forma alguma.

A Igreja Católica muda e altera este quadro. Para ela, há pessoas que não foram purificadas pelo sangue de Cristo, mas são purificadas pelo fogo do purgatório, assim como as pessoas que morreram com pecados veniais podem ir para o Céu depois de fazerem uma visitinha ao purgatório. Ou seja, distorcem completamente o evangelho bíblico!

Biblicamente, só existem dois caminhos: Vida ou Morte, Salvação ou Condenação, Céu ou Inferno. Mas a Igreja Católica sempre trata de adicionar um meio-termo em todos estes, sem qualquer fundamento bíblico sério, mas somente com passagens isoladas e distorcidas, manipuladas sem qualquer exegese e tirando-as fora de seu devido contexto.

Para alcançarmos a vida, o pecador (não importa o nível de gravidade de seu pecado) tem que necessariamente passar por uma coisa que a Bíblia chama de “arrependimento”. É preciso nos arrepender para herdarmos o reino de Deus (Mt.3:2; 4:17; At.3:19,38). Mas a Igreja Católica corrompe e aniquila o significado e a necessidade do arrependimento, ao dizer que o purgatório é para pessoas que pecaram mas não se arrependeram, nem deram satisfação sobre seus pecados:

“As que, tendo sido formalmente culpadas de pecados maiores, não deram plena satisfação deles a justiça divina (Papa Pio IV, A Base da Doutrina Católica contida na Profissão de Fé)

A pessoa que não dá satisfação a Deus acerca de seus pecados é alguém que não se arrependeu deles. Tal pessoa, que peca e não se arrepende, jamais herdará o reino de Deus, não importa o tamanho ou gravidade de seu pecado (Ap.22:15; Gl.5;19-21). O arrependimento é sempre um precedente necessário e indispensável para a salvação (Mt.4:17; At.2:38; At.3:19; Mt.3:2). Com isso, o catolicismo dispensa aos seus fieis a necessidade do arrependimento verdadeiro, fazendo aquilo que Satanás mais quer.

Ela ensina que, mesmo se não se arrepender dos pecados veniais, é só passar pelo purgatório que você chega ao Céu de qualquer jeito – queimado ou não, mas chega lá! Jesus, por outro lado, nos informa que é necessário nos arrepender, pois é chegado o reino de Deus (Mt.4:17). Paulo afirma que tais pecados veniais, se não tiverem passado pelo arrependimento, são suficientes para excluir qualquer pessoa do reino de Deus (Ap.22:15; Gl.5;19-21).

Portanto, você tem duas opções: viver a vida desleixada que você quiser levar e só se preocupar com os “pecadões”, mas nem precisa se preocupar com os pecados veniais, porque disso o purgatório cuida; ou, então, se arrepender, e se humilhar, e orar, e buscar a face de Deus, e se converter dos seus maus caminhos. Então, Ele ouvirá sua voz dos céus, perdoará os seus pecados, e sarará sua terra.

Por Cristo e por Seu Reino,

Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Bíblia Católica e Bíblia Evangélica: Qual a diferença?



Bíblia Católica e Bíblia Evangélica: Qual a diferença?

Creio que muitas pessoas têm dúvidas relativas a possíveis diferenças entre a Bíblia Católica e a Bíblia Evangélica. Seriam essas diferenças que levam evangélicos a discordar dos católicos e vice-versa?
Como ex-católico, conheço as duas versões da Bíblia e creio que as duas diferenças existentes entre elas são: Número de livros e tradução.

Numero de livros.

Bíblia evangélica tem 66 livros, enquanto que a Bíblia católica tem sete livros a mais. Estes livros são: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruque, Sabedoria e Eclesiástico.
Estes livros foram considerados pelos judeus da palestina como não sendo inspirados pelo Espírito Santo e por isto os evangélicos os rejeitam como parte da Bíblia. Colabora ainda o fato destes livros não terem sido citados por nenhum autor do Novo Testamento.

Tradução

Primeiro, é preciso entender que a Bíblia foi originalmente escrita em hebraico e aramaico (antigo testamento) e grego (novo testamento). Posteriormente o AT foi traduzido para o grego. As Bíblias escritas em outros idiomas como inglês, espanhol, francês, alemão, português, etc, são versões do grego original. Desta forma, cada tradutor usou expressões diferentes em seu próprio idioma para representar aquilo que estava escrito em grego.
As diferentes versões da Bíblia, normalmente não alteram o sentido original, por isto, tanto a tradução católica como a evangélica tem o mesmo princípio. Evidentemente que alguns termos podem ter sido adaptados a uma comunidade em detrimento de outra.

Tradução da Bíblia para o português

Bíblia evangélica usada no Brasil foi traduzida para o português por João Ferreira de Almeida, um português católico que se converteu ao protestantismo em 1642 e logo em seguida iniciou o trabalho de tradução. A versão de Almeida foi a primeira em língua portuguesa.
Bíblia católica possui diversas traduções. Não sei precisar se há alguma versão preferida. Soube recentemente que a versão “Nova Tradução em Linguagem de Hoje” (versão evangélica) da Sociedade Bíblica do Brasil foi adotada por uma importante editora católica.

Conclusão

As diferenças entre a Bíblia católica e a Bíblia evangélica não torna uma verdadeira e outra falsa. Ela é única em sua essência e tem o mesmo propósito que é apresentar a salvação em Jesus Cristo.
Católicos e evangélicos submetem à mesma palavra. O critério de salvação para um evangélico é o mesmo para um católico. Se os evangélicos insistem que é necessário entregar a vida a Jesus e obedecer à palavra de Deus, a Bíblia católica não desmente isto, pelo contrário, ela confirma isto.
Portanto, a diferença entre evangélicos e católicos não é pelo que está na Bíblia e sim pelo que não está. Enquanto que os evangélicos têm sua fé fundamentada exclusivamente nas sagradas escrituras, os católicos baseiam-se também na tradição e nos dogmas da igreja, como: a  assunção de Maria, a infalibilidade do papa, o purgatório, o culto aos mortos, culto aos santos, entre outros. Estes ensinamentos não são bíblicos e, portanto são alguns dos pilares que distanciam evangélicos de católicos.
Fiquemos com a Bíblia, pois ela é a palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo e fonte de toda a informação que o homem precisa para conhecer a Deus.


fonte: http://www.evangelizacao.blog.br

sábado, 24 de outubro de 2015

O que significa blasfêmia contra o Espirito Santo? O pecado imperdoável?




Não são poucas as pessoas que já se perguntaram – com medo – se não teriam blasfemado contra o Espírito Santo em algum momento. Recebo aqui no blog quase toda semana perguntas de pessoas desesperadas, achando que pecaram contra o Espírito e não serão perdoadas e salvas por Deus, tendo assim como destino final o inferno. Consigo entender seu desespero, pois a Bíblia diz que esse pecado é imperdoável. “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.” (Mateus 12.31).

Para compreender bem essa difícil passagem precisamos entender seu contexto. Tudo ocorreu quando Jesus fez a cura de um endemoninhado cego e mudo: “Então, lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver.” (Mateus 12.22). Essa cura provocou admiração na multidão, que buscava encontrar respostas ao que presenciaram (Mt 12.23) e uma reação negativa por parte dos fariseus, que acusaram Jesus de estar a serviço do Diabo (Mt 12. 24). Jesus é duro com eles e, nesse contexto, declara que a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada nem nesse mundo nem no porvir (Mt 12.32).

Mas como entender o que é essa blasfêmia mencionada por Jesus? Tem-se entendido que essa expressão está ligada a um “pecado eterno” e não a um “juízo eterno”. Isso significa que a pessoa que blasfema contra o Espírito Santo não é aquela que de alguma forma fez algo contra Deus, mas tem seu coração arrependido, mas é aquela que, por causa de seu coração duro – à semelhança dos fariseus – não se arrepende de sua atitude contumaz contra o Espírito de Deus. Nesse sentido elas permanecem em um estado de incredulidade tal que não se arrependem e, por isso, não são perdoadas. Assim, não é um único pecado que traz a elas o juízo de condenação de Deus, mas o fato de manterem-se nesse estado de “pecado eterno” sem arrependimento.

Algumas pessoas têm dificuldades de entender isso na prática. Será que eu já blasfemei contra o Espírito Santo e não sou salvo? Será que estou debaixo desse pecado imperdoável por tudo que fiz no passado? Será que já cometi esse ato e não terei mais oportunidade de ser agradável aos olhos de Deus, de gozar a salvação e o céu?
De forma prática, muito mais fácil do que entender com exatidão o que Jesus quis dizer nessa passagem, é entender que se alguém tem sinais de arrependimento de seus pecados em seu coração, crê em Jesus Cristo como o Salvador, crê no poder de Deus, etc., essa pessoa não pode ter cometido o pecado imperdoável. Sinais de arrependimento, pra mim, são sinais claros de que a pessoa não cometeu esse pecado.


D. L. Moody diz que “A essência do “pecado eterno” é a atitude do coração que sustenta o ato.”. Isso quer dizer que o coração daquele que está embrenhado nesse pecado, sempre sustentará esse pecado com uma atitude de incredulidade para com Deus, sem nenhum arrependimento dele. Ou seja, quando alguém tem uma atitude de credulidade evidente, não pode estar debaixo desse pecado. Assim, não há motivo para desesperar-se achando que você pecou contra o Espírito Santo e não será mais perdoado. O próprio desespero em não ser perdoado é uma mostra do quão grande desejo se tem de ser perdoado por Deus e ter a paz do Espírito. Aquele que permanece no pecado imperdoável nunca sentirá isso em seu coração impenitente e duro, nunca se preocupará se cometeu ou não esse pecado.


sábado, 19 de setembro de 2015

Jesus o Primogênito da criação de Deus





(Heresiologia)Analisando - Jesus o Primogênito da criação de Deus (Jesus the firstborn of God's creation).

A palavra grega para primogênito é prototokos e protoctisis.

Primogênito = PROTOTOKOS (Significa supremacia, primazia ou preeminência)

Primogênito = PROTOCTISIS (Primeiro filho nascido)

Joseph Rutherford, líder de certa religião falando de Cristo: “Assim ele está classificado entre as criaturas de Deus,sendo o primeiro entre elas e também o mais amado e favorecido. Ele não é o autor da Criação de Deus; mas logo que Deus o criou como seu Filho primogênito, Deus o usou como seu obreiro associado na criação de todo o resto das criaturas”

Certa religião usa esse texto para tentar provar que Jesus seria uma criatura:

Ø CL 1:15-19 - 15 O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito(prototokos) de toda a criação; 16 Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. 17 E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. 18 E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. 19 Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,

A palavra protoctisis é usada na Bíblia para o primeiro filho que nasce:

Ø GN 25:25 - Saiu o primeiro(protoctisis), ruivo, todo ele como um vestido de pelo; e chamaram-lhe Esaú.

Ø NM 18:15 - Todo primogênito(protoctisis) de toda a carne, que oferecerem ao Senhor, tanto de homens como de animais, será teu; contudo os primogênitos dos homens certamente remirás; também os primogênitos dos animais imundos remirás.

Ø LC 2:7 - e teve a seu filho primogênito(protoctisis); envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.

Ø HB 11:28 - Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos(protoctisis) não lhes tocasse.

Referindo-se a Jesus esta palavra protoctisis (primeiro filho nascido) é usada sete vezes no Novo Testamento. Duas vezes, de seu nascimento através de Maria:


Ø MT 1:25 - e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho(protoctisis); e pôs-lhe o nome de JESUS.

Ø LC 2:7 - e teve a seu filho primogênito(protoctisis); envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.

Porém o primogênito de (CL 1:15) é usado a palavra prototokos, esta expressão não significa que Cristo foi um ser criado. Pelo contrário, ‘primogênito’ tem o significado que frequentemente lhe é atribuído no AT: ‘O primeiro quanto à posição; ‘herdeiro’, ou ‘preeminente...’”.

"primogênito de toda a criação" deve ser entendida a luz do contexto da cultura judaica do século I. Deste ponto de vista, podemos ver que o termo primogênito refere-se à condição exaltada de Cristo como o herdeiro do Pai. Assim como o filho primogênito geralmente recebia a herança patriarcal, assim Jesus, como o divino Filho, recebe o reino do Pai como herança.

Uma das evidências de que esta opinião está certa, é o fato de Deus dizer que Ele fez do caçula de Jessé (Davi), o Seu primogênito:

Ø SL 89:27 - Também o farei meu primogênito(prototokos) mais elevado do que os reis da terra.

Embora Davi não seja o primogênito no tempo, outra referencia:

Ø JR 31:9 - Virão com choro, e com súplicas os levarei; guiá-los-ei aos ribeiros de águas, por caminho direito, no qual não tropeçarão, porque sou um pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito(prototokos).

Aqui Deus declara que Efraim é seu primogênito. Nas Escrituras Manassés, e não Efraim, foi o primogênito no tempo. Outra referencia:

Ø ÊX 4:22 - Então dirás a Faraó: Assim diz Jeová: Israel é meu filho, meu primogênito(prototokos);

Seria Israel o primeiro filho de Deus no sentido de criação ou preeminência?

Paulo, em (CL 1:15-19), descreve o Verbo encarnado como:

A- O revelador do Pai: “imagem do Deus invisível”, isto é, o próprio Deus, antes “abscôndito”, agora, em figura humana, colocado à vista da humanidade, de modo que quem o vê, vê o Pai.

B- O Logos (ou palavra) pelo qual toda a criação veio à existência, tanto as celestes como as terrestres, as visíveis e as invisíveis. Sendo o meio ou o princípio pelo qual o existente veio a existir, sendo a causa não causada do universo, do homem e dos poderes, o Filho de Deus é propriamente chamado de “O Primogênito de toda criação”.

C- O Logos preexistente: “Ele é antes de todas as coisas”. “Ele é” (autós estin), significa existência contínua, eternidade.

Deus não pode manifestar-se, revelar-se, em e por meio de pessoa que não lhe seja da mesma natureza e essência, que não tenha os mesmos atributos. Deus se revela em seu eterno Filho. Jesus Cristo, portanto, é Deus conosco, Emanuel.

O texto referido não fala de um Cristo criado, participando da ordem da criação, como alega certa religião, mas do eterno Filho de Deus, da mesma natureza, essência e substância do Pai em cuja pessoa encontram-se a origem, o poder, a ordem e a harmonia de todas as coisas criadas: Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito da criação, o primogênito dos mortos; o único, por ser divino (não divinizado) revelador de Deus:

Ø JO 1:18 - Deus nunca foi visto por alguém. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.

Este texto conclui e explica:

Ø JO 1:1-3 - 1 NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

O Filho de Deus possui, em virtude de sua encarnação e ministério, múltiplas primogenituras: primogênito de Maria

Ø LC 2:7 - E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.

Primogênito da criação

Ø CL 1:15 - O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

Primogênito dos irmãos redimidos

Ø RM 8:29 - Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Primogênito dos mortos

Ø CL 1:18 - E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.

Logo, quando a Bíblia diz que Jesus é o primogênito, não está rebaixando-o, pelo contrário,o exalta, dizendo que Ele é Aquele que tem preeminência (domínio) sobre tudo.

Dentro da ordem trinitária, no entanto, ele é o Unigênito de Deus

Ø JO 1:18 - Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.

Quem afirma que Cristo não é Deus, nega o Filho e, conseqüentemente, nega o Pai.

Ø 1JO 2:23 - Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.

Ø EF 1:20-23 – 20 Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. 21 Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; 22 E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, 23 Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.

Essa mesma religião usa também:

Ø PV 8:22 - JEOVÁ me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.

Ela traduz: "O próprio Jeová me produziu..." Querem então dizer que Jesus teria sido criado. Mas, se ler o contexto, descobrirá que fala da sabedoria, logo, se Deus criou a sabedoria, significa que em algum momento Ele não tinha sabedoria? Se Ele não tinha sabedoria, como poderia ter criado?  Essa religião diz que Jeová criou Jesus, e depois Jesus criou as outras coisas, mas a Bíblia diz que Deus criou tudo sozinho.

Ø IS 44:24 - Assim diz Jeová, teu redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou Jeová que faço tudo, que sozinho estendo os céus, e espraio a terra por mim mesmo;

Se Deus criou tudo sozinho, e se a Bíblia diz que Jesus criou tais coisas:

Ø JO 1:3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

Logo Jesus não é criatura, é Criador!


Responder que Jeová Deus, o Pai, o único Criador, usou Jesus para criar...contradiz a declaração bíblica: "Quem estava comigo?



Postado por Mário Junior 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

AOS AMIGOS CATÓLICOS QUE ACHAM QUE MARIA OU QUALQUER OUTRO SANTO TÊM O PODER DE INTERCEDER POR NÓS...



Com respeito e humildade exponho a VERDADE! Não a minha mas a de Deus!
#souapenasocarteiro

Maria, mãe de Jesus, aos olhos das Escrituras

Sem dúvida é uma pessoa formidável e que possui lugar de honra na história de Deus na terra. Foi escolhida pelo Senhor pra ser a mãe de Cristo, o Filho de Deus! Muitas vezes as pessoas ficam confusas com relação a identidade de Maria. Devemos orar por ela ou somente por Jesus? Ela é nossa mãe ou irmã em Cristo no Reino do Pai? Ela tem atributos divinos ou foi tão carente de ser lavada pelo sangue de Cristo como nós somos? O que posso responder a estas pessoas é que elas precisam mergulhar na Palavra de Deus para descobrirem por si mesmas quem é esta mulher. Por ignorância nas Escrituras, nossa salvação eterna pode ser comprometida pelo fato de que a forte tradição e religiosidade poderem criar uma imagem paralela à verdade estabelecida nos testemunhos bíblicos.

O relacionamento descrito entre de José e Maria

Na história relatada, José, o noivo, fica sabendo que Maria estava grávida de Jesus antes de se casarem .Por pensar que ela havia desandado com outro, ele resolve deixá-la, sem estardalhaço, para não causar transtorno e macular a dignidade da mulher. No caminho da fuga, José adormece no deserto. Vem um sonho com revelação divina para ele fornecendo o esclarecimento do mal entendido, sabendo agora do que sua noiva havia tentado lhe dizer: o filho nasceu do Espírito Santo (Lucas 1:35). Em Mateus 1:24 diz: “E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher”. Aqui, tanto o ato de José se comportar desta maneira na decisão de fugir, quanto o que disse sobre Maria ser recebida como sua mulher (posteriormente) encaixa-se contextualmente como uma relação para ser um casal comum. Se Maria tivesse que ser apenas uma companheira de amizade, José não deveria se decepcionar tanto por supor um estupro ou adultério. Ele pensaria assim: “Foi mesmo? Um anjo apareceu e tudo mais…? Uau!”. O caso foi mais ou menos assim: “Nossa, minha prometida engravidou! Estou triste! Seja por qual quer que seja o motivo, não diga mais nada. Vou embora e interrompo nosso noivado em paz”.

Em Mateus 1:25 diz: “E não a conheceu [José a Maria intimamente] até que deu à luz seu filho, o primogênito[do casal]; e pôs-lhe por nome Jesus”. A expressão idiomática hebraica escolhida para “conhecer” é igual a coabitar e procriar (veja Gênesis 4:1,17,25,19:5 e 1Samuel 1:19). Diz que José não teve relações sexuais durante a gravidez, mas após Jesus ter nascido, sim, tiveram. Além disso, quem questiona o termo “conhecer” daqui, pensando que o sentido correto é de andar junto, é só verificar que José já estava na manjedoura com Maria sozinhos (e casados) antes de Cristo ter nascido (Lucas 2:4-7). José já andava junto com Maria por pelo menos vários meses. Não disse: “E José nunca conheceu a Maria, mesmo até ela ter dado a luz ao menino”. E sim que José respeitou aquela gravidez de Maria, não tendo relações com ela naquele período, mas, a partir daí, seriam um casal normal, saudável e honrado como qualquer outro. Se isso não for suficiente, podemos notar ainda que no final do versículo citado, tem uma importante anexação afirmando que Jesus era o primogênito de José e Maria; é o primeiro dos filhos. Se fosse único filho, inescapavelmente o termo seria “unigênito”.

Jesus diz que João, seu discípulo, era sim filho de Maria

Sempre que aparece no livro de João o termo: “o discípulo a quem Jesus amava”, este autor está referindo a si mesmo, o próprio João (confira em João 13:23, 19:26, 20:2 e 21:20)

Agora olha que esclarecimento facílimo:

E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava [João] estava presente, disse [Jesus] a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho [apontando para João]. Depois disse ao discípulo [para João]: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo [João] a recebeu em sua casa [João ficou encarregado de cuidar e consolar ela, sua mamãezinha!]. (João 19:25-27)

Se isso ainda sim parecer confuso de entender, veja ainda muito mais abaixo!

Evidências de que Tiago também era filho de Maria, mãe de Jesus

[dizendo sobre Jesus]Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas?” (Mateus 13:55)

Também existe menção desta mesma Maria, mãe de Tiago,que é supostamente mãe de Jesus, em: Mateus 27:56, Marcos 6:3, Marcos 15:40 e 16:1 e Lucas 24:10.

Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos. (Lucas 24:10)

Não posso deixar de mencionar o ossuário deste Tiago que foi encontrado, e está inscrito: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Sabemos que se Tiago é mesmo irmão de Jesus, então Maria teria de o ter engravidado, pois reforçaria o versículo acima.

O próprio Jesus define com sua boca o lugar de sua mãe

Um texto extraído da Bíblia em Mateus 12:46 (também há em Lucas 8:19 um semelhante): “E, falando ele [Jesus] ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe.”

Neste texto, Jesus estava pregando no meio do povo e discípulos. Ocorre que a sua família (Maria e irmãos) o estavam aguardando do lado de fora para tratar de algo que deveria ser importante. Jesus, ocupado demais para sair imediatamente, ainda com a multidão ao seu redor, vira-se para aqueles que o rodeava afirmando que sua mãe e seus irmãos (ou seja, a família, exceto o Pai) são todos aqueles que fazem a vontade do seu Pai, que é Deus. Então, qualquer pessoa, que agrade o Criador, pode querer, se quiser, considere-se íntimo dele tal como uma mãe ou irmão(a) de Jesus Cristo. Sua família verdadeira não procede de ligações da carne, mas espiritual, e depende unicamente do Pai!!!

Outro texto em Lucas 11:27: “E aconteceu que, dizendo ele [Jesus] estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes [mais abençoado do que Maria] bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” No versículo acima, Jesus pretende dizer a mesma coisa que no outro. Para ele é até irrelevante a honra trazida para qualquer um com sua ligação sanguínea terrena (seja mãe, irmã ou irmã, tanto faz) perto da aliança de fidelidade de algum justo com o Pai Celestial. Quem agradar a Deus (espiritual) está agradando mais do que aquela que o deu a luz (terreno). Ser parente sanguíneo, ainda que seja de mãe, não é exatamente agradar a Deus, e são dimensões bem diferentes!

Maria chama Jesus de seu Senhor, Salvador, Santo, Poderoso, Misericordioso

Pelo negrito dos dois versículos, vemos este entendimento de Maria claramente através interposição dos termos:

Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus.(Lucas 1:35)

Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador; porque atentou na condição humilde de sua serva. Desde agora, pois, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas; e Santo é o seu nome. E a sua misericórdia [a misericórdia do Santo sobre ela, que é Jesus ou a Trindade] vai de geração em geração sobre os que o temem. Com o seu braço manifestou poder; dissipou os que eram soberbos nos pensamentos de seus corações; depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes. Aos famintos encheu de bens, e vazios despediu os ricos. Auxiliou a Isabel, seu servo, lembrando-se de misericórdia (como falou a nossos pais) para com Abraão e a sua descendência para sempre. (Lucas 1:46-55)

Ela entendia que Jesus, Deus encarnado, foi agraciador de escolher a ela para esta missão.

Jesus tem um relacionamento exclusivo e grandioso com o Pai que Maria não desfruta

Vejam bem o que Jesus disse:

Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho quiser revelar.” (Mateus 11:27)

Todas as coisas foram entregues (por Deus) nas mãos de Jesus. Deus não disse que ele entregou nas mãos de Maria, mas do seu Filho.

Outra coisa espantosa é que Jesus diz que ninguém conhece o Pai a não ser ele! Isso é impressionante porque quer dizer que apenas Jesus entende exatamente e com precisão máxima a natureza do Pai celestial. E mais: o Pai só pode ser revelado através de Jesus. Ninguém mais pode revelar o Pai a não ser o Cordeiro de Deus, porque foi dado a ele este glorioso poder.

Descobrindo-nos o mistério da sua vontade [do Pai], segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a convergir em Cristo todas as coisas [tudo leva a Jesus!],(…) (Efésios 1:9-10)

Este [Jesus Cristo] é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas [inclusive Maria, José, anjos e por aí vai], nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” (Colossenses 1:15-20)

Dentre toda a humanidade, apenas Jesus foi Santo e absolutamente Justo

Eu poderia citar centenas de versículos para indicar isto, mas o estudo ficaria imenso. Fica os seguintes:

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus [ninguém foi 100% reto]; sendo justificados gratuitamente pela sua graça [apenas a Graça salva], mediante a redenção que há em Cristo Jesus [o único puro], ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus. (Romanos 3:23-26)

o apóstolo Paulo comenta que o único homem justo foi Jesus, e que ninguém pode ser salvo sem Ele:

Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus [diz que nenhum homem pôde cumprir a Lei de Moisés]. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença [como ninguém consegue ser perfeito, então somente pela fé no sangue de Jesus salva a humanidade]. (Romanos 3:10-22)

Mãe de Jesus como homem, e não Jesus como Deus

Jesus era tanto homem quanto Deus (ver estudo Quem é Jesus Cristo). A Bíblia diz que Ele teve que se diminuir para se tornar homem (Filipenses 2:7). Isso quer dizer que para vir ao mundo, Jesus teve que ficar pequeninho como nós! Ele só coube no ventre de uma mulher por que foi através do maravilhoso poder do Espírito Santo (Lucas 1:35). Maria não tinha algum atributo divino para ser capaz de realizar tal proeza, pois foi o próprio Deus quem fez tudinho. Ela apenas se entregou, como serva (Lucas 1:38)! Jesus sempre existiu ao lado do Pai Celestial (ver estudo Quem é Jesus Cristo), enquanto Maria foi criada por meio de Adão, a quem o próprio Filho de Deus moldou com as suas mãos! De diversos ângulos, é inconcebível partilhar as qualidades de autoridade, posição e glória de Jesus para Maria.

Conclusão

Maria é uma benção! Como ela mesma diz, foi uma serva de Deus e continua sendo. Tenho certeza de que a própria Maria não se agrada de que as pessoas ignorem entender quem ela era através das lentes da Palavra de Deus, em vez de, indo com a multidão, serem apascentados por tradições religiosas.

Nem mesmo visões espirituais experimentadas por nós mesmos devem ser aceitas caso elas possam contradizer consigo mesmas, isto é, com as Escrituras a quem essas mesmas visões são obrigadas a se reportar para serem consistentes:

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” (Gálatas 1:8)

Portanto, se um “anjo do Céu” aparecer para nós com outro evangelho, usemos o nosso conhecimento da autoridade de Cristo para nos defender. 


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Pergunta: "É bíblica a oração aos santos e a Maria?






Resposta: A questão que envolve os católicos orando a santos é cercada de confusão. A posição oficial da Igreja Católica Romana é que os católicos não orem a santos ou a Maria, mas ao invés disso, que os católicos podem pedir AOS santos ou a Maria que orem POR eles. A posição oficial da Igreja Católica Romana é que pedir aos santos por suas orações não é diferente do que pedir a alguém aqui na terra para orar por você. Contudo, a prática de muitos católicos diverge do ensinamento oficial da Igreja Católica Romana. De fato, muitos católicos oram diretamente a santos e/ou Maria, pedindo a eles ajuda, ao invés de pedir aos santos e/ou Maria para que intercedam junto a Deus por ajuda. Qualquer que seja o caso, se a pessoa estiver orando a um santo ou a Maria, ou se a pessoa estiver pedindo a intercessão dos santos ou de Maria junto a Deus, nenhuma destas duas práticas tem qualquer base bíblica.

Em nenhum lugar a Bíblia instrui os crentes em Cristo para que orem a qualquer um que não seja Deus. A Bíblia, em nenhum lugar, encoraja, ou mesmo menciona crentes pedindo a qualquer um no Céu por suas orações. Então, por que muitos católicos oram a Maria ou a santos, ou pedem suas orações? Os católicos vêem a Maria e aos santos como “intercessores” perante Deus. Eles crêem que um santo, que é glorificado no Céu, tem “acesso mais direto” a Deus do que temos nós. Por este motivo, se um santo entrega uma oração a Deus, isto é mais eficaz do que se nós orarmos diretamente a Deus. Este conceito é obviamente não-bíblico. Hebreus 4:16 nos diz que nós, crentes aqui na terra, podemos chegar “...com confiança ao trono da graça...”

I Timóteo 2:5 declara: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” Não há qualquer outro que possa ser mediador entre nós e Deus. Se Jesus é o ÚNICO mediador, isto indica que Maria e os santos não podem ser mediadores. Eles não podem mediar nossos pedidos de oração a Deus. Além disso, a Bíblia nos diz que o próprio Jesus Cristo está intercedendo por nós perante o Pai: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25). Com o próprio Jesus intercedendo por nós, por que precisaríamos de Maria ou dos santos para interceder por nós? A quem Deus ouviria mais atentamente do que a Seu Filho? Romanos 8:26-27 descreve o Santo Espírito intercedendo por nós. Com o segundo e o terceiro membros da Trindade já intercedendo por nós perante o Pai no Céu, que necessidade poderia haver que Maria ou os santos intercedessem por nós?

Os católicos colocam que orar a Maria e a santos não é diferente de pedir a alguém aqui na terra que ore por você. Examinemos isto: (1) O Apóstolo Paulo pede a outros cristãos que orem por ele em Efésios 6:19. Muitas Escrituras descrevem os crentes orando uns pelos outros (II Coríntios 1:11; Efésios 1:16; Filipenses 1:19; II Timóteo 1:3). A Bíblia em nenhum lugar menciona qualquer pessoa pedindo por alguém no Céu para que ore por ela. A Bíblia em nenhum lugar descreve qualquer pessoa no Céu orando por quem quer que seja na terra. (2) A Bíblia não dá absolutamente nenhuma indicação de que Maria ou os santos possam ouvir nossas orações. Maria e os santos não são oniscientes. Mesmo glorificados no Céu, eles são seres finitos com limitações. Como poderiam ouvir as orações de milhões de pessoas? Todas as vezes que a Bíblia menciona orar ou falar com os mortos, é em um contexto de magia, bruxaria, necromancia e ocultismo – atividades que a Bíblia fortemente condena (Levítico 20:27; Deuteronômio 18:10-13). O único exemplo no qual se fala com um “santo”, Samuel, em I Samuel 28:7-19, Samuel não estava exatamente feliz em ser perturbado. É evidente que orar a Maria ou a santos é completamente diferente de pedir a alguém aqui na terra para que ore por você. Uma coisa tem forte base bíblica, a outra não tem qualquer base bíblica.

Deus não responde orações baseado em quem está orando. Deus responde orações baseado no que se o que pedimos está de acordo com Sua vontade (I João 5:14-15). Não há absolutamente qualquer base ou necessidade de orar a qualquer um que não seja somente Deus. Não há qualquer base para que se peça àqueles que estão nos Céus para que orem por nós. Somente Deus pode ouvir nossas orações. Somente Deus pode responder nossas orações. Ninguém no Céu tem acesso maior ao trono de Deus do que nós mesmos, através da oração (Hebreus 4:16).


fonte: http://www.gotquestions.org/Portugues/orar-santos-Maria.html